No ano de 2001 a nossa primeira viagem foi rumo à Chapada da Diamantina no estado da Bahia, no mês de janeiro. Partimos de Campina Grande/PB no dia 03/01, chegando ao anoitecer na região da Chapada, mais precisamente na cidade de Itaberaba. Começava alí a nossa aventura pelas belezas da Chapada...
A Chapada Diamantina reúne variados atrativos naturais e culturais, no coração do Estado da Bahia. Roteiro certo para quem busca paz e tranquilidade ou para quem está atrás de história e aventura.A vasta Mata Atlântica, campos floridos e planícies de um verde sem fim dividem a paisagem com toques de caatinga e cerrado. Imensos paredões, desfiladeiros, cânions, grutas, cavernas, rios e cachoeiras completam o cenário de rara beleza da Chapada Diamantina. Inicialmente habitada pelos índios Maracás, a ocupação de fato da região remonta aos anos áureos da exploração de jazidas e minérios, a partir de 1710, quando foi encontrado ouro próximo ao Rio de Contas Pequeno, marcando o início da chegada dos bandeirantes e exploradores. Em 1844, a colonização é impulsionada pela descoberta de diamantes valiosos nos arredores do Rio Mucugê, e os comerciantes, colonos, jesuítas e estrangeiros se espalham pelas vilas, controladas e reguladas pela força da riqueza. A atividade agropecuária tomba diante da opulência do garimpo.Reduto de belezas naturais, a Chapada abarca uma diversidade grande de fauna e flora. São mais de 50 tipos de orquídeas, bromélias e trepadeiras, além de espécies animais raras, como o tamanduá-bandeira, tatu-canastra, porco-espinho, gatos selvagens, capivaras e inúmeros tipos de pássaros e cobras. O Parque Nacional da Chapada Diamantina, criado na década de 80 do séc. XX, atua como órgão protetor de toda essa exuberância.
Interior da gruta do Poço Encantado - Itaetê - BA
Parque Municipal de Mucugê (Museu) - Bahia
Cachoeira do Tiburtino - Mucugê / BA
Cidade de Mucugê - BA
Cemitério Bizantino no município de Mucugê - Bahia
Entrada do Cemitério Bizantino
Morro do Pai Inácio - Lençois / Bahia
Interior da Gruta da Torrinha - Lençois / BA
Gruta da Torrinha - Estalactites em forma de flores
Após visitarmos várias grutas, onde cada uma delas apresenta formações rochosas que intrigam e ao mesmo tempo encantam, percorrer ruas e visitar locais de interesse histórico e cultural, a nossa estadia na região da Chapada da Diamantina chegava ao fim. Partiríamos rumo ao estado da Paraíba com pensamento de conhecer, dentro do possível, o que tivesse de interessante estrada a fora...
Nossa primeira parada foi a cidade de Feira de Santana/BA onde fizemos um rápido city-tour e seguimos viagem rumo ao estado de Sergipe.
Praça em Feira de Santana / Bahia
A primeira cidade que visitamos no estado de Sergipe foi Estância, que nos chamou atençao pelo seu casario, além de igrejas com arquitetura antiga, bastante rica em detalhes e com belíssimas obras de arte no interior, inclusive pinturas de cenas bíblicas no teto.
Igreja na cidade de Estância /SE
Estância / SE
Após visitar vários pontos da cidade de Estância, seguimos viagem até a cidade de São Cristovão, que foi a primeira capital do estado de Sergipe. Cidade com arquitetura bastante rica, onde destaca-se o largo onde localiza-se o Museu Histórico e o Museu de Arte Sacra. Dois fatos me chamaram a atenção... o primeiro deles foram os "santos de pau oco" expostos no museu e o segundo foi que paramos para chupar um picolé e ao terminar, notamos que o palito estava "premiado" e chupamos mais um e para nossa surpresa esse palito estava premiado também... para resumir a história, "matamos a vontade" de chupar picolé, pagamos apenas um e ainda saímos com um palito premiado (rsrsr). Acho que por esse motivo, nunca mais peguei um palito premiado !!! (rsrsr)

Museu de Arte Sacra do estado de Sergipe - São Cristovão/SE
Interior do Museu Histórico de São Cristovão
Após conhecermos a cidade de São Cristovão, seguimos viagem até a cidade de Aracaju, chegando já a noite. No dia seguinte, o tempo não estava muito favorável para conhecermos pontos turísticos; chovia e, mesmo não sendo uma chuva intensa, esse fato nos desestimulou a permanecer na cidade. Conhecemos o que foi possível ...
Igreja na cidade de Aracaju / SE
Alô galera !!! Orelhão em praça na cidade de Aracaju
Prosseguimos a viagem e chegamos na cidade de Laranjeiras, ainda no estado de Sergipe. Ao chegarmos na cidade nos chamou a atençao o fato de para onde olhávamos avistava-se uma igreja e todas com arquitetura semelhante, que denunciava que seriam de uma mesma época... resolvemos conhecê-las mais de perto. Ao transitar pela pacata cidade percebemos uma agitação... logo vimos que algo de especial estava acontecendo, era o XXVI Encontro Cultural de Laranjeiras, com grupos não só da cidade como também outros vindos de várias cidades do estado de Sergipe, além de grupos de estados vizinhos. Fomos ver de perto as manifestações culturais... marujada, congada, além de várias manifestações de origem afro. Acompanhamos o cortejo por várias ruas da cidade até a igreja de Nossa Senhora do Rosário (igreja dedicada aos negros); na volta até o carro, passamos pelo Museu de Cultura Afro e resolvemos entrar para conferir !!!
Vista da cidade de Laranjeiras / SE
Igreja do Bonfim, Século XIX
Manifestações Culturais - Marujada
Manifestações Culturais - Dança de Boi
Todos os grupos de dirigiam para essa igreja (Igreja de Nossa Senhora do Rosário)...
...e no seu interior faziam suas reverências.
Aquela igreja no alto do morro nos chamou atenção... fomos conferir. Ao chegar ao local observamos que ao lado da igreja havia um cemitério e nele um senhor que veio em nossa direção; era o coveiro, muito simpático por sinal, que nos perguntou se queríamos conhecer a igreja. Dissemos que sim e ele nos abriu e nos permitiu e nos guiou por visita bastante especial...
No alto das janelas...
no alto da torre do sino...
na Janela dos Sinos.
Ainda quis tocar os sinos, mas não foi possível,pois o rapaz me informou que era tradição, mesmo o cemitério estando desativado, sempre que tocasse o sino em horário e dia que não estivesse havendo alguma celebração era sinal que alguém havia morrido. Descemos da torre, agradecemos a gentileza e seguimos viagem... nossa próxima parada seria a cidade de Propriá, ainda no estado de Sergipe.
Rio São Francisco e ao fundo a cidade de Propriá / SE
Ponte sobre o Rio São Francisco - Divisa SE/AL
Deixamos Sergipe para trás e entramos em terras alagoanas em busca de lugares interessantes... fomos parar na cidade de Penedo, cidade bem antiga e com muitas construções históricas, localizada às margens do rio São Francisco. Assim como em Laranjeiras, que chegamos no local certo e na hora certa e pudemos testemunhar manifestações culturais da região, por aqui também não foi diferente... ao avistarmos um grande número de pessoas às margens do rio, fomos lá conferir e pudemos presenciar a passagem da procissão fluvial em homenagem ao Bom Jesus dos Navegantes.
Procissão fluvial em Penedo / AL
Igreja de Nossa Senhora da Corrente
Prédio que serve de sede da Câmara de Vereadores - Penedo / AL
Igreja Conventual Nossa Senhora dos Anjos - 1660
Após conhecermos as belezas de Penedo, seguimos viagem em terras alagoanas e a nossa próxima parada foi a cidade de Marechal Deodoro... terra natal do Mal. Deodoro da Fonseca.
Casa onde Nasceu Deodoro da Fonseca
Interior da casa do Marechal Deodoro
Igreja na cidade de Marechal Deodoro / AL
Seguimos viagem pelo estado de Alagoas e a nossa próxima parada foi a cidade de União dos Palmares... nosso objetivo era conhecer o local onde no passado existiu o quilombo de Zumbi dos Palmares !!! Após subirmos uma serra bastante alta, com estrada de terra às vezes precária, chegamos na Área de Preservação "Serra da Barriga".
Entrada da Área de Preservação Serra da Barriga
Mirante no local onde foi o quilombo de Zumbi dos Palmares...
Monumento existente no local.
Prosseguimos viagem... saímos do estado de Alagoas e entramos no estado de Pernambuco... nosso destino seria a cidade de Garanhuns, que chegamos à noite, devido a um acidente na estrada que interditou o trânsito.
Praça próxima ao Centro Cultural de Garanhuns / PE
Embora não tivesse nenhuma flor, esse é o relógio das flores...
vá entender ! (rsrsr)
Deixamos a cidade de Garanhuns e seguimos viagem para a cidade de Caruaru... visitamos alguns pontos da cidade e fizemos compras na tradicional "feira de Caruaru".
Praça em Caruaru com as estátuas de ´"Coroné Ludugério e Otrope"
Deixamos caruaru e seguimos viagem para Fazenda Nova... local onde se encontra o maior teatro a ceu aberto do Mundo !!! Nova Jerusalém.
Situada a 180 km da capital pernambucana, Fazenda Nova é distrito do Brejo da Madre de Deus e localiza-se na região Setentrional do Agreste do Estado, na Microrregião do Vale do Ipojuca. origem da pacata Vila de Fazenda Nova, data do ano de 1824, quando João Soares da Costa Albuquerque e Antônio Soares da Costa descobriram um olho d’água na Fazenda do Cachorro - uma alusão à Serra do Cachorro - marco na paisagem da região.Fazenda Nova cresceu e desenvolveu-se em torno da sua fonte termal. A bela paisagem, o clima agradável, a tranqüilidade, a hospitalidade dos moradores e as propriedades medicinais de suas águas, atraíram turistas da região circunvizinha, do Recife e de outros Estados do Nordeste. Fazenda Nova viveu um período de ascensão econômica a partir de 1930 e certamente, a chegada do comerciante e chefe político Epaminondas Mendonça, natural de Quipapá, na Mesorregião da Mata Pernambucana, foi um fator determinante, que influenciou de forma surpreendente, o seu desenvolvimento.
Epaminondas Mendonça idealizou o “Drama do Calvário”, um espetáculo religioso que era encenando nas ruas da pacata Vila, e contava com a presença dos seus familiares, amigos e do povo de Fazenda Nova.
A Fonte Termal foi utilizada como um dos importantes cenários para o “Drama do Calvário” assim como, as fachadas de alguns hotéis. O resultado desta encenação foi tão surpreendente que a partir da década de 60, impulsionou a atividade turística na Estância Hidromineral de Fazenda Nova, culminando na construção da cidade-teatro de Nova Jerusalém, idealizada e construída por Plínio Pacheco.
Construída na década de 60, ocupa uma área de 100 mil metros quadrados – espaço que corresponde a mais de um terço da cidade original da antiga Judéia. A cidade-teatro é cercada por uma muralha de três metros de altura, intercalada por torres de 7 metros. No seu interior, estão dispostos palácios e edifícios construídos em rocha granítica; arruados, grandes pátios, lagos e a Pousada temática da Paixão, compondo um cenário exuberante, em pleno agreste pernambucano.
Na cidade de pedra, durante a Semana Santa, acontece a encenação da “Paixão de Cristo”. Trata-se de um espetáculo único no gênero, em todo o mundo.
Inaugurado oficialmente no dia 29 de março de 1985, o Parque de Esculturas foi idealizado por Plínio Pacheco com o objetivo de proteger o entorno da Nova Jerusalém; utilizou a experiência dos escultores locais que esculpiram na pedra as colunas e os capitéis do Teatro, para iniciar esta obra monumental - através de suas mãos rudes, fizeram viver na pedra o sentimento de sua gente. Ocupando uma área de 60 hectares, o Parque está dividido em 09 setores onde a música, o folclore, os tipos populares, interagem como se tivessem vida. Os personagens contam a história do povo nordestino, seus costumes, suas tradições. São 37 obras lavradas na rocha bruta, separadas em gigantescos blocos por meio de explosões com pólvora, onde cada uma levou cerca de seis meses para ser feita, a seis mãos. Elas medem entre 2 e 4,20 metros e pesam até cinco toneladas.
Essa foi a nossa última "escala" na viagem de volta da Chapada da Diamantina... depois de visitarmos o local, seguimos viagem para Campina Grande, no estado da Paraíba.
Ainda em janeiro de 2001...
Ao retornarmos da Chapada da Diamantina passamos alguns dias em Campina Grande; resolvemos conhecer o Sítio Arqueológico do Lajedo de Soledade no Rio Grande do Norte... caímos na estrada novamente rumo à cidade de Mossoró onde dormiríamos. Ao amanhecer, saímos pela cidade conhecendo alguns pontos turísticos e em seguida seguimos viagem em direção ao município de Apodi / RN onde conheceríamos o Lajedo.
Entrada do Sítio Arqueológico do Lajedo de Soledade
O Lajedo de Soledade, um dos sítios arqueológicos mais importantes do Brasil, está localizado na região Oeste do Rio Grande do Norte, no município de Apodi, a 12 km do centro da cidade. O município tem cerca de 33 mil habitantes e fica a 420 km de Natal e a 76 km de Mossoró, a segunda maior cidade do Estado. Localizado numa área de um quilômetro quadrado de rocha calcária, do período paleolítico, o Lajedo de Soledade quase foi destruído pelos produtores de cal da região. Mas a intervenção de geólogos da Petrobras e dos próprios moradores do distrito do Lajedo, no início da década de 90, acabou salvando este sítio.
No lajedo, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte encontraram fósseis de animais pré-histórico, como o bicho-preguiça e tatus gigantes, mastodontes e tigres-de-dente-desabre que viviam no Nordeste no período Glacial, além de pinturas rupestres.
São vários os painéis dessas pinturas ainda preservadas que se encontram no leito de um rio seco, que podem ser observadas em visitas acompanhadas por guias. Segundo pesquisadores, os desenhos dessas pinturas teriam sido feitos por índios que habitavam essa região no período pré-histórico.
Após conhecermos a região do Lajedo, seguimos viagem rumo ao sertão do estado da Paraíba, mais precisamente para a cidade de Sousa para conhecermos o parque do Vale dos Dinossauros que agora já estava com toda a infraestrutura concluída.
Entrada do Vale dos Dinossauros - Sousa / PB
Situada no Sertão da Paraíba, a 427 km de João Pessoa e encravada em meio à vegetação árida do Sertão, a cidade de Sousa abriga o Vale dos Dinossauros, região que mantém exposta para estudos e visitação, as pegadas de animais pré-históricos de 130 milhões de anos. A área é considerada um dos mais importantes sítios paleontológicos do mundo. Na Bacia do Rio do Peixe ocorre a maior incidência de pegadas de dinossauros a nível mundial. O local dispõe de um Centro de Atendimento e Apoio ao Turista - C.A.A.T., com infra-estrutura básica de serviços.
Monumento no interior do Parque dos Dinossauros
Vale dos Dinossauros compreende uma área de mais 700 km2, são aproximadamente 30 localidades, as mais importantes em, em que se registra pegadas fossilizadas de mais de 80 espécies em cerca de 20 níveis estratigráficos. São pegadas fossilizadas que variam de 5 cm como as de um dinossauro não maior de que um galináceo, até 40 cm de comprimento a exemplo das pegadas de iguanodonte de 4 toneladas, 5 metros de envergadura e 3 metros de altura. A maior parte das trilhas são pertencentes a dinossauros carnívoros.
Trilha de pegadas...
As primeiras pegadas encontradas estão na chamada Passagem das Pedras e são de iguanodonte, um semibípede que pesava 3 toneladas. Há vestígios também do temido tiranossauro rex e de um pterodáctilo.
Replicas de dinossauros existentes no interior do Parque.
Após conhecermos o Vale dos Dinossauros, com sua nova estrutura, seguimos viagem em direção ao município de Aparecida, também no sertão paraibano, para conhecermos a fazenda Acauã...
Fazenda Acauã, município de Aparecida - PB
Situada às margens do rio Piranhas, consta que a Fazenda Acauã data de 1757, sendo portanto a mais antiga fazenda ainda existente de que se tem notícia no alto sertão da Paraíba. Sua privilegiada situação resultou na implantação de estrada de ferro, com estação de passageiros e carga, esta última quase totalmente destruída. A Capela de Imaculada Conceição é um monumento barroco da maior importância, que mantém ainda o seu aspecto físico interior, com altar e nicho talhados em madeira.
Detalhes da arquitetura;Janelas, portas e o telhado com êra e beira.
As férias do mês de janeiro estavam chegando ao fim... era chegada a hora de rumar para o Norte, mais precisamente para a cidade de Luzinópolis no estado do Tocantins, e voltar ao trabalho !!!
Iniciou-se o ano letivo e logo chega o carnaval... Gerlane veio até o Tocantins; jogamos a mochila nas costas e fomos conhecer Belém, no estado do Pará.
22 de fevereiro.... rumo ao estado do Pará
Parque Emílio Goeldi - Belém / PA
O Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi está situado no centro urbano de Belém, com uma área de 5,2 hectares. Foi fundado em 1895, sendo o mais antigo do Brasil no seu gênero. Além de abrigar uma significativa mostra da fauna e flora amazônicas, o Parque concentra as atividades educativas do Museu Goeldi, tal como um laboratório para aulas práticas. Recebe anualmente cerca de 200 mil visitantes.
Interior do Forte do Castelo - Belém / PA
Interior do Forte do Castelo e ao fundo o Mercado Ver o peso
O Ver-o-Peso é a maior feira livre da América Latina. Está localizada na Cidade Velha, às margens da baía do Guarajá. Inaugurada em 1625, era entreposto fiscal, onde se media o peso exato das mercadorias para se cobrar os impostos para a coroa portuguesa.Ao longo do tempo, o Ver-o-peso sofreu várias modificações visando se adaptar às necessidades e gostos da Belle Époque. Foi nessa época que houve aterramento da Baía do Guajará, amplicação do Mercado de Carne, construção do porto e o Mercado de Ferro. O mercado faz parte de um complexo arquitetônico e paisagístico que compreende uma área de 35 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas, dentre elas o Mercado de Ferro, o Mercado da Carne, a Praça do Relógio, a Doca, a Feira do Açaí, a Ladeira do Castelo e o Solar da Beira e a Praça do Pescador. O conjunto foi tombado pelo IPHAN, em 1997.
Mais um da série Orelhões do Brasil... em Belém / PA
Visitamos vários pontos de Belém... Parque Zoobotânico Emílio Goeldi, Basílica de Nazaré, Forte do Castelo, Museu do Estado e de Arte Sacra, além de várias praças... o nosso próximo destino seria a Ilha de Marajó !!!
Após pouco mais de 1 hora de viagem, a bordo de uma lancha, desembarcamos na Ilha... apanhamos um ônibus que percorreu alguns quilômetros onde nos possibilitou observar a população e a paisagem local com suas peculiaridades. Um fato que nos chamou a atenção é que em quase todas as casas que passamos no trajeto do ônibus existia uma placa ou inscrição com o seguinte dizer... "vende-se chop ou temos chop". Depois descobrimos que essa era a denominação para o "picolé de saquinho" que recebe várias denominações Brasil a fora. Chegamos ao ponto final do ônibus; teríamos que atravessar de balsa para chegar na cidade de Soure.
Travessia na Balsa, já dentro da Ilha de Marajó...
A Ilha de Marajó é a maior ilha fluviomarinha do mundo, palco da mais famosa pororoca do mundo e fenômeno de formação de ondas gigantescas no encontro da águas. Ela pode ter sido o primeiro ponto do território brasileiro a ser visitado pelos europeus dois anos antes da expedição portuguesa chegar a Cabrália, mas se o cartógrafo e navegador Duarte Pacheco Pereira passou mesmo por aqui, se fez desapercebido. De acordo com o Tratado de Tordesilhas, pisava em território espanhol.Marajó foi habitado por diversas tribos indígenas, dentre eles, os aruãs, tribo mais numerosa e mais valente, de onde foram expulsos pelos Caraíbas. Os índios encontravam na ilha o ambiente ideal para viver e trabalhar a sua arte de desenhos geométricos, que hoje é distribuída pela Europa e América do Norte.A ilha também se destaca por sua cultura, danças do carimbo e lundu e a cerâmica marajoara, além de também ser conhecida como a terra dos búfalos, devido a enorme população de búfalos, que é maior do que a de habitantes.
Ao fundo a cidade de Soure, considerada a "Capital do Marajó"
O clima na Ilha é de chuva, muita chuva. Portanto, a melhor época para se visitar a Ilha vai de junho a janeiro, período em que não chove tanto, tornando os passeios mais fáceis de serem praticados. Nos outros meses, a Ilha fica praticamente alagada, devido ao imenso volume de chuva.
Rua na cidade de Soure, na Ilha de Marajó
Realmente a chuva nos "batizou" quando estivemos na Ilha de Marajó; andamos por algumas ruas, visitamos pontos de venda de artesanatos e vimos vários "cartões de visita ambulantes". Realmente os búfalos fazem parte da cultura e da paisagem local !!!
Retornamos para Belém de onde embarcamos de volta, à noite rumo ao Tocantins. Pensávamos que tivéssemos vivido todas as emoções da viagem... estávamos errados !!! Por volta da meia noite, na região do município de Paragominas, sentimos o ônibus ziguezaguear na pista, ouvimos alguns disparos e depois um grande barulho... estavam tentando assaltar o ônibus. O motorista, que depois descobrimos se chamar "xaropinho" não parou e ainda conseguiu empurrar o carro dos assaltantes para fora da pista, jogando-o em uma ribanceira.Na próxima cidade o ônibus parou e todos os passageiros desceram e foram revistados. Um deles ficou na "gaiola" porque conduzia uma faca nos seus pertences e, se não tinha nada com o ocorrido, estava com a coisa errada, no lugar errado e na hora errada !!! Amanhecemos o dia na cidade de Imperatriz onde tomamos café e seguimos para a cidade de Luzinópolis.
13 de abril, rumo a... São Luís/MA
Mais um feriadão... e novamente colocamos a mochila nas costas e seguimos para a "capital mais francesa do Brasil", São Luís no Estado do Maranhão !!! Viajamos de Luzinópolis para Araguaína, de lá para Imperatriz onde apanhamos um ônibus, já não tão novo diga-se de passagem, e lotaaaaado !!! A viagem não foi das melhores, mas amanhecemos o dia em São Luís.Tivemos a sorte de, por mera coincidência, conhecermos o dono da empresa responsável pela higienização do terminal rodoviário no qual havíamos desembarcado. Conversa vai, conversa vem, ele se prontificou a nos deixar em um hotel que teria uma localização estratégica para se conhecer o centro histórico.Nos levou até o albergue Dois Continentes, localizado no "miolo" da parte histórica da cidade. Agradecemos e fomos descansar um pouco. Ao sairmos do quarto cruzamos com alguns hóspedes e começamos a ouvir...bon jour, bon jour, bom jour !!! Talvez de brasileiros no local só nós e a esposa do proprietário que era um senhor francês. Todos os demais hóspedes, creio eu, eram franceses. Com um mapa na mão e mochila nas costas... partimos para explorar o centro histórico !!!
Palácio dos Leões - Construído em 1612 pelos franceses...
São Luís do Maranhão é uma das três capitais brasileiras construídas em ilhas. Além disso, é a única cidade de nosso país a sofrer forte influência de três povos. Fundada pelos franceses, foi depois invadida pelos holandeses e finalmente colonizada por portugueses. O resultado foi uma mistura única de influências que gerou um mosaico histórico como poucos outros no mundo. Reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, esta cidade é um museu ao ar livre, uma viagem de volta ao passado, e a certeza de um passeio memorável.A cidade nasceu diferente; localizada 2 graus abaixo da linha do Equador, conta com o privilégio de ser banhada por águas de temperatura amena e aquecida pelo sol o ano todo. A Ilha de São Luís está bem no centro do extenso litoral maranhense. Antes denominada de Atenas Brasileira, Ilha do Amor e Cidade dos Azulejos, São Luis passou a ser conhecida como a Jamaica Brasileira, numa alusão ao reggae. São Luís é o único lugar onde as pessoas dançam o reggae agarrados, já que nos demais lugares as coreografias são individuais. Além do reggae conserva também muitas tradições folclóricas, como o Bumba-Meu-Boi e o Tambor-de-Crioula.
Pedra da Memória...
Fonte do Ribeirão, construída em 1796.
Rua do Giz - Centro Histórico de São Luis.
Após conhecermos o centro histórico de ponta a ponta, visitando todos os pontos existentes no mapa/guia turístico, embora ás vezes tendo ficado perdido pois o mapa estava de cabeça para baixo, resolvemos conhecer a cidade histórica de Alcântara. Apanhamos um barco e viajamos aproximadamente 1 hora até chegar ao nosso destino.
A zona do atual município era habitada por índios tupinambás, numa aldeia chamada Tapuitapera. Os franceses estabeleceram-se aqui no início do século XVII sendo expulsos pelos portugueses. A povoação foi elevada a vila de Santo António de Alcântara em 1648 e foi durante o período colonial um importante centro agrícola e comercial. No século XIX a cidade entra num período de decadência.
Perto de Alcântara, há uma base de lançamento de foguetes.
Ruínas da Matriz de São Matias
Ruínas da Matriz de São Matias e o pelourinho
Urna funerária dentro da Igreja do Carmo no local onde no passado muitos foram sepultados...gostei muito do modelo com as 4 patas !!!
Segundo relata a história, Alcântara preparou-se para receber o Imperador D. Pedro em visita, fato este que nunca aconteceu. Dois Palácios foram erguidos para abrigá-lo. As ruínas das duas construções fazem parte dos atrativos turísticos do lugar.
Ruínas do 1º Palácio do Imperador
Após conhecermos os pontos interessantes do lugar, embarcamos de volta rumo a São Luis. Voltamos para o centro histórico e percorremos várias ruas a noite... estávamos aproveitando os últimos ares do local pois, no dia seguinte viajaríamos de volta ao Tocantins.Como o nosso ônibus só sairia ao final da tarde, resolvemos dar uma conferida na cidade de São José de Ribamar, distante 32 km de São Luis, localizada a beira mar e que tem como atrativo maior as questões religiosas em torno da figura do santo padroeiro, São José. Segundo a lenda, a igreja da cidade teria desabado duas vezes até ser construída de frente para o mar, como era o desejo do Santo. Em setembro, uma grande festa em homenagem ao padroeiro acontece no período da lua cheia, atraindo milhares e fiéis àquela cidade.
Basílica de São José de Ribamar
Após visitarmos a basílica, os monumentos, a réplica da Gruta de Lourdes e a concha acústica, almoçamos e seguimos viagem de volta para São Luis, de onde embarcamos com destino a cidade de Luzinópolis / TO.
Novas andanças no mês de julho...
No mês de julho fomos novamente para a cidade de Campina Grande. De lá, em companhia da minha mãe, Conceição, e da minha sobrinha, Carol, fomos até o estado de Pernambuco visitar as cidades de Itamaracá, Goiana e Igarassu. Na cidade de Igarassu conhecemos várias construções históricas, em particular igrejas e dentre elas a de São Cosme e Damião que é a 2ª mais antiga do Brasil, tendo sido construída em 1535.
Igrejas em Igarassu / PE - Ao fundo a igreja de São Cosme e Damião
Convento de Santo Antônio, construído em 1588.
Após conhecermos Igarassu, seguimos para a Ilha de Itamaracá; lá conhecemos o Forte Orange e o Centro de Pesquisas do Peixe Boi Marinho.
O forte Orange...
Está localizado na entrada sul do canal de Santa Cruz, na ilha de Itamaracá. Foi construído logo após a invasão da Ilha de Itamaracá pelos holandeses, em 1631, segundo projeto do engenheiro Pieter Van Bueren. Foi denominado Forte Orange em homenagem à Casa de Orange, dos príncipes que descendiam de Guilherme, o Taciturno. No final do século XVII, já ocupado pelos portugueses, o Orange passou a ser chamado Fortaleza de Santa Cruz.Construído inicialmente em taipa de pilão, em princípio do século XVIII, foi revestido em pedra e cal por engenheiros portugueses, conservando, porém, o traçado holandês original, com seus quatro baluartes. Nessa época, ganhou também o portão de entrada com brasão português.
Frente do Forte
Construção no interior do Forte

Um dos vários canhoes existentes no Forte Orange
Após conhecermos Itamaracá, seguimos viagem até a cidade de Goiana / PE; lá visitamos pontos de interesse turístico e construções históricas...
Igreja do Carmo - Goiana / PE
Após conhecermos Goiana, seguimos viagem para a cidade de João Pessoa onde fizemos um passeio pelo Centro Histórico e visitamos museus.
A capital da Paraíba, João Pessoa, é a terceira cidade mais antiga do Brasil. São 427 anos de história e um grande legado arquitetônico e cultural, que inclui importantes monumentos do barroco colonial. A cidade também é considerada pela ONU a segunda mais verde do mundo, com 20m² de área verde por habitante.
Igreja de São Francisco e Convento de Santo Antônio - João Pessoa/PB
O conjunto arquitetônico da Igreja de São Francisco/ Convento de Santo Antônio é formado pelo Adro, Igreja, Convento e Cruzeiro, sendo considerado o maior monumento em estilo barroco da América Latina . Sua edificação foi de iniciativa dos frades da Ordem Franciscana que vieram à Paraíba para ajudar os jesuítas na catequização dos índios. O conjunto encontra-se tombado pelo Patrimônio Histórico desde 1952.A Igreja de São Francisco apresenta um estilo fiel ao barroco rococó e é considerada o mais importante monumento histórico-artístico religioso, dentro do conjunto de que faz parte.Começou a ser construída em 1589 e só foi completamente terminada em 1788. Chegou a servir de residência a diretores holandeses, durante a invasão holandesa, período no qual teve suas obras interrompidas.
Sobrado dos azulejos - João Pessoa / PB
Sobrado Comendador Santos Coelho (Sobrado dos Azulejos): Trata-se da antiga residência do Comendador Santos Coelho. Construção do século XVIII, possui como particularidade principal o revestimento externo com azulejos portugueses belíssimos !
04 de agosto.... voltando para o TO
Sempre que podemos, mudamos o nosso roteiro em busca de novas cidades para conhecer... dessa vez foram as cidades de Exu no estado de Pernambuco e Oeiras no estado do Piauí.
Exu, terra de Luiz Gonzaga...
É embaixo da Chapada do Araripe, no alto sertão pernambucano, a 630 quilômetros do Recife, que está localizado o município de Exu. A vegetação típica é a caatinga, com o clima semi-árido e quente, sendo muito frio no inverno e muito quente no verão, com temperaturas típicas do deserto – quente de dia e frio à noite. Cidade pobre, que apesar de não ostentar sofisticação e modernidade, é mãe natural de ilustres cidadãos pernambucanos. Luiz Gonzaga o Rei do Baião, e Bárbara de Alencar – uma das primeiras mulheres a se envolver em política e lutar a favor da Independência do Brasil.
Bem na entrada da cidade, está o Parque Aza Branca (escreve-se com z, mantendo a grafia original), marco maior do acervo cultural e histórico de Gonzaga, recentemente tombado pelo Governo do Estado. Lá estão localizados o Museu do Gonzagão com mais de 500 peças pertencentes ao Rei do Baião, as casas de Januário (pai de Luiz Gonzaga) e Gonzaga, no tempo em que o cantor voltou a morar no sertão – o destaque dos lugares se dá pela preservação dos móveis e objetos originais usados pelos dois – e o Mausoléu do Gonzagão – onde estão os restos mortais da família. Na pequena Vila do Araripe, a 12 quilômetros do centro, está a capela de São João Batista (onde Gonzaga foi batizado), a Casa Grande, a primeira da região e hoje museu de Bárbara de Alencar, e um monumento em pedra, representando a casa de barro onde Gonzagão nasceu.
Monumento na cidade de Exu / PE
Museu do Gonzagão na Fazenda Aza Branca em Exu / PE
Oeiras, 1ª Capital do Piauí...
Sempre passávamos pela cidade de Oeiras, trafegando pela BR 230, e nunca tinhamos tido a curiosidade de entrar na área da cidade... dessa vez tivemos o "estalo" e entramos. O que vimos foi mais que gratificante; sempre que podemos encaixamos a cidade nas nossas paradas. É um lugar que merece ser visitado e divulgado !!!
Oeiras teve origem numa capela fundada em 1695 e dedicada a Nossa Senhora da Vitória. O povoado foi elevado a vila e sede de conselho em 1712. Tornou-se capital do Piauí em 1759, sendo elevada a município em 1761. Foi capital até 1851. A criação de Oeiras se deu graças a "Domingos Afonso Mafrense" que atravessou sertões a esquerda do rio São Francisco e ali instalou as primeiras fazendas de gado do Piauí.
Igreja de Nossa Senhora da Vitória erguida em 1773
Prédio que faz parte do conjunto de construções históricas da cidade; atualmente funciona a Prefeitura Municipal.
Estátua de Nossa Senhora da Vitória, padroeira da cidade de Oeiras.
O "pé de Deus" e o "pé do cão"...
Conta a lenda que uma marca semelhante a um pé, existente em uma rocha no município de Oeiras, seria a marca de um pé de Deus. Apesar de ter, realmente, o formato de um pé, nenhum pé se encaixa perfeitamente... daí atribuirem essa pegada ao Criador. Já o pé do "coisa ruim" seria uma forma esquisita que existe em outra rocha próxima.
Ao lado do meu pé, a marca na pedra do que seria o "Pé de Deus"...
O local do "Pé de Deus" seria um lugar sagrado, onde alguns oram e acendem velas.... Já no local do "Pé do cão" é tradição se jogar uma pedra em cima da "pegada". Como resultado, um amontoado de pedras que de vez em quando é necessária a retirada por funcionários da prefeitura, dada a quantidade de material jogado.
O "pé do cão" estaria sob esse monte de pedras. Eu, para não fugir da tradição, também joguei a minha pedrinha (rsrsrs)
Em outubro... Pelo Tocantins !!!
No dia 12 de outubro partimos da cidade de Luzinópolis para a Capital Palmas; lá nos juntamos às amigas Ana e Francisca, e saímos estrada a fora para conhecermos algo interessante...
Palácio do Araguaia - Palmas / TO
Monumento aos 18 do Forte - Palmas / TO
Nossa Primeira parada foi na cidade histórica de Porto Nacional, onde conhecemos a Catedral de Nossa senhora das Mercês,ruas históricas, o monumento a Dom Alano, além do Seminário Dominicano
A Catedral Nossa Senhora das Mercês, localizada em Porto Nacional, teve sua pedra fundamental lançada em 1894, pelos dominicanos que vieram do sul da França, seu estilo Romano, pode ter sido devido ao frade português que liderava a missão dos dominicanos que vieram para Porto Nacional, com objetivo de evangelismo. Esse frade tinha duas opções: o barroco tradicional da França, que já estava chegando ao final do período ou o estilo romano no qual ele tinha conhecimento e isso pesou para a segunda opção. A Igreja Nossa Senhora das Mercês não foi construída pelos escravos, como muitos acreditam, mas sim por homens livres, tanto negros como brancos. Os recursos para sua construção vieram da França, doações de comerciantes e de senhores de Porto Nacional. A construção foi feita com pedras lapidadas e tijolos, a argamassa era feita de barro, cinzas e capim, pois na época não havia cimento.
Catedral de Nossa Senhora das Mercês - Porto Nacional / TO
Depois de Porto Nacional, seguimos para a histórica cidade de Monte do Carmo...
A história de Monte do Carmo começa a partir do descobrimento de minas de ouro, em 1746, com a fundação do Arraial do Carmo.
Com mais de 250 anos, de seu passado ficou a história, parte de uma arquitetura colonial (como a Igreja Nossa Senhora do Rosário, construída em 1801) e muitas manifestações culturais e folclóricas.
Igreja de N. Sra. do Carmo construída em 1801
Após conhecermos Monte do Carmo, seguimos para a cidade de Natividade onde conhecemos o casario e demais construções históricas...
Com a chegada de imigrantes portugueses na região, no século XVIII, a procura de ouro, o Arraial de São Luiz foi edificado no topo da Serra, pelas mãos dos escravos, cerca de quarenta mil, trazidos por esses desbravadores. Em 1734, o Arraial foi fundado por Antônio Ferraz de Araújo. Quando, em 1770, o ouro do lugar já não atendia mais a demanda, os moradores desceram a serra, vindo formar um novo Arraial chamado de Natividade, nome dado graças à devoção dos moradores por Nossa Senhora de Natividade. Obras arquitetônicas foram edificadas, como a Igreja de Nossa Senhora de Natividade, Igreja de São Benedito, Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (Igreja de Pedra) e diversas residências, feitas de blocos de barro e pedras, que hoje compõem o Centro Histórico de Natividade. E em 26 de agosto de 1833 foi concedido o titulo de vila. Rodeada por belas serras, composta por deslumbrantes obras arquitetônicas, banhada pelo Rio Manoel Alves e por diversas piscinas naturais encontradas em pontos variados das serras, Natividade passa a ser cidade em 01 de junho de 1891.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos na sua forma original... nunca concluída.
Patrimônio Histórico do Período Colonial
Ainda em natividade fomos conhecer o Labirinto de pedra canga no Centro Espírita Bom Jesus de Nazaré, que tem como Líder espiritual Dona Romana.
Várias esculturas feitas no local; segundo Dona Romana, toda a orientação para a construção ela recebe através de sonhos.
Local onde se encontram as esculturas... que apresentam formas diversas e apresentam partes feitas de materiais como comento, pedras, pedaços de vidros e espelhos, arames, dentre outros materiais.
Seguimos viagem até a cidade de Gurupi...
Ponte sobre canal na cidade de Gurupí/TO
Deixamos Gurupí para trás e seguimos viagem... chegamos na cidade de Cariri do Tocantins e uma praça nos chama a atenção. Paramos para fotografar; confesso que até o dia de hoje não sei que relação essas baleias tem com o lugar !!!
Praça na cidade de Cariri do Tocantins...
Muito bonita, mas... e as baleias ???!!!
E as baleias ficaram para trás.... chegamos ao município de Formoso do Araguaia, onde fomos conhecer a área irrigada e seguimos até a ponte sobre o Rio Formoso; estamos na entrada para a ilha do Bananal !
Praça na cidade de Formoso do Araguaia.
Ponte sobre o rio Formoso
Nossa próxima parada foi na cidade de Lagoa da Confusão...
A história de Lagoa da Confusão se inicia em 1933, com a chegada das primeiras famílias. A primeira visão que elas tiveram foi de uma imensa lagoa azul, protegida por serras e pântanos; a dificuldade que elas enfrentaram para chegar à lagoa gerou muita confusão. Por isso, o nome do povoado e, posteriormente, do município.
Vista da área às margens da lagoa...
Pedra existente no interior da lagoa...
Rocha com formação bastante interessante... fui conferir de perto !!!
Chegava ao fim o nosso passeio no mês de outubro... voltamos para Palmas onde deixamos Ana e Francisca e seguimos viagem para Luzinópolis. O trabalho nos esperava !!!
Num sábado, não registramos a data, resolvemos mudar a cidade para ir a uma agência do Banco do Brasil; a escolhida foi São Geraldo do Araguaia, no Estado do pará... na volta, em Xambioá / TO, nos deparamos com as obras de construção de uma estátua do Cristo. Fizemos o registro !!!
Construção da estátua do Cristo em Xambioá / TO
E em 2001... foi só !!!
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